quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

Reunião da Coordenação Diocesana da Pastoral Vocacional / Serviço de Animação Vocacional

"Pedi ao Senhor da messe que envie mais operários para a messe." (Mt 9, 38)

 Cordiais saudações!
Jesus Cristo deu início à Igreja anunciando a vinda do Reino de Deus, manifestado nas suas palavras, obras, morte e ressurreição. A Igreja recebeu dele, no envio do Espírito Santo, a missão de anunciar e instaurar o Reino na esperança do Reino definitivo. (LG 5)
Tendo por objetivo motivar a implantação da Pastoral Vocacional nas paróquias, em vista de tornar mais eficaz o trabalho de animação vocacional, incentivamos para que ao menos um agente de pastoral de sua paróquia possa ser membro da Pastoral Vocacional.
Nas assembléias das microrregiões que estão acontecendo, estão sendo divulgados os trabalhos que a Equipe da Pastoral Vocacional Diocesana está disposta a realizar. Para isso é necessário a colaboração de todas as paróquias, de todos os padres e de todos agentes de pastoral.
No dia 03 de março de 2012 acontecerá uma Reunião da Coordenação Diocesana da Pastoral Vocacional, com início as 09h00min, no Seminário Diocesano de Caçador. Solicitamos que o agente de pastoral que for designado para auxiliar no Serviço de Animação Vocacional possa fazer-se presente nessa reunião.
Fraternalmente,

Diácono Marlon Malacoski
Coordenador Diocesano da Pastoral Vocacional.

O que?  Reunião da Coordenação Diocesana da Pastoral Vocacional
Quando? 03/03/2012 as 9h
Onde? Seminário Diocesano de Caçador

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

Mensagem do bispo diocesano para a quaresma 2012

video

Viver a vocação é não deixar-se instrumentalizar


Um testemunho do Pe. Moacir Caetano da Silva...
As armadilhas da instrumentalização estão sempre a nossa frente. Os jovens são os mais atraídos e assediados por ela. Hoje, mais que em outros tempos o ser humano é incrivelmente instrumentalizado. As pessoas passam a agir segundo a cabeça dos outros ou então segundo as vozes artificiais das mídias que invadem nossas vidas. Diante desta realidade: Como ouvir o chamado de Deus que convida participar com ele através do ministério sacerdotal dos cuidados da vida para fazê-la multiplicar.  Assumir generosamente a vocação é saber: Por que existimos?  Para que estamos no mundo? É neste cenário que precisamos discernir nossa vocação e missão. O homem e a mulher foram criados livres e dotados de inteligência para não serem sujeitos passivos em nenhum processo, mas ativos e sujeitos no cuidado da criação que Deus nos confiou. Essa confiança que Deus depositou em nós, interpela para uma vivência encarnada da nossa vocação e missão no mundo que com suas estruturas tenta a todo custo nos instrumentalizar, ou seja, tornar-nos como simples peça que se descarta quando perde a utilidade. Viver nossa vocação é melhor forma de dizer ao mundo que ser humano tem dignidade maior e que, por está razão, não pertence a ele, mas está acima da sua materialidade.
As maiores vitimas da sede instrumentalizadora das estruturas do mundo são os jovens. Grupos fanáticos e materialistas exploram a generosidade, a carência afetiva, o idealismo e a fé dos jovens. Muitas vezes os jovens são motivados a fazer aquilo para o qual ainda não estão preparados, simplesmente para atender a sede capitalista do mercado e aos interesses de grupos que só visam o lucro na aproximação com o público jovem, impedindo o processo natural da maturação vocacional. É próprio dos jovens, não saber esperar, principalmente quando uma situação ou realidade é insuportável, querem rápida solução, não suportam esperar para ver. Esperar não é mesmo o forte da juventude. Os aparelhos de instrumentalização adoram esse jeito impulsivo e pragmático da juventude, de querer tudo agora, aproveitam disso, para inculcar neles suas ideologias instrumentalizadora e consumista.
Os jovens querem mudanças e, por isso, aderem ao primeiro que falar a sua linguagem. Esse é um grande desafio do jovem que busca discernir sua vocação. Como discernir, sem respeitar o processo natural das coisas e se não sabemos se a voz que chama é a voz de Deus ou a voz das estruturas do mundo. Muitas vezes o jovem confiante na sua ousadia, responde sem saber a quem, e por isso, corre o risco de responder a voz de quem não deveria. Muitas vezes é instrumentalizado sem saber quem o instrumentalizou. Diante deste perigo constante, se faz necessário uma verdadeira espiritualidade pessoal, de comunhão junto a Igreja doméstica (família), a Igreja comunidade (bairro), para ali alimentar-se da Palavra e da Eucaristia que fortalece na missão de cuidar da vida como resposta ao chamado.
Esse dilema do jovem de hoje, me faz reavivar na memória os dilemas que enfrentei 26 anos atrás, na busca de responder com sinceridade ao chamado de Deus. Envolvido com as coisas do mundo eu ouvia com mais facilidade as vozes de suas estruturas e muito pouco o chamado de Deus. Para discernir e responder ao chamado de Deus foi necessário muito esforço humano, apoio da família (Igreja domestica) da comunidade (Igreja Povo de Deus) e o cultivo de uma espiritualidade de comunhão e amizade sincera com Deus. Essa inquietação provocada pelo chamado de Deus misturado as vozes do mundo, traduzo através de uma cena real que vivi e que agora descrevo:
No fim de fevereiro e inicio de março do ano de 1994, motivado por meu catequista fiz uma primeira tentativa de ingresso no seminário. No dia marcado para estar lá, sai de casa logo cedo para ir até estrada principal distante 10 km para tomar o ônibus. Mesmo sem ter discernido entre a voz do mundo e o chamado de Deus, peguei a mala e tomei a estrada. Por várias vezes enquanto caminhava rumo ao ponto de ônibus a vozes das estruturas do mundo geravam a dúvidas em mim, faziam-me parar e decidir desfazer o trecho que havia percorrido. Enquanto retornava desfazendo o caminho percorrido o chamado de Deus provocava-me a retomar e não desistir do objetivo que era o seminário. Perguntava-me a mim mesmo: Como posso discernir se não tenho a clareza? Bem mais tarde essa pergunta gerou em mim a convicção de que quando não temos clareza de nossa vocação o mais importante é confiar e colocar-se em atitude de generosidade diante de Deus, que sabe o porquê e para que nos chama. Naquele momento faltava em mim confiança, atitude generosa de disponibilidade que só chega quando atingimos a maturidade vocacional. A falta destas virtudes me fez andar naquela estrada num ritmo sem sentido de avançar e em seguida retroceder, vendo o tempo passar para perder o ônibus e assim ter uma justificativa aos que acreditavam na minha vocação. A voz das estruturas do mundo falou mais alto em mim naquele ano e naquele dia. Instrumentalizado, preso as seduções próprias do mundo vi o ônibus passar, enquanto eu ficava ali parado... , achando ter tomado a melhor de todas as decisões.
O tempo passou e ao longo deste tempo deixei-me instrumentalizar e envolver pelo mundo. Quando pensava que a vocação ao sacerdócio tinha sido algo do passado, Deus novamente me surpreende fazendo-me ver que nunca deixou de chamar e que não havia desistido de mim. Chamando, fez-me perceber que não só o ônibus havia passado, mas também as seduções próprias do mundo. A maturidade vocacional foi crescendo e percebi pela inteligência com a qual Deus nos dotou, que por mais que o mundo instrumentalize as pessoas, não consegue matar a fé e a vocação presente nelas. Nós não pertencemos ao mundo e sim a Deus. Quem tem consciência disso tem o suficiente para uma resposta vocacional verdadeira.  Estamos no mundo para edificar o Reino e promover sua santificação, realizando a vontade de Deus que é a VIDA. Passei o ano que se seguiu no meio do mundo sem deixar de estar aberto ao chamado de Deus, colocando-me com servo disponível a sua vontade. Essa abertura e disponibilidade generosa fizeram-me ouvir com maior discernimento o chamado de Deus que tocou o coração e a mente de modo irresistível de modo que respondi a Deus e a mim mesmo assim: Se perder o ônibus seguirei a pé. Ninguém mais me segura,  somente Deus com quem fiz aliança. Ele é nosso Deus e nós somos o seu povo em missão.  
A voz do mundo não venceu e no ano de 1986, na segunda tentativa, ingressei no seminário. Foram longos anos de formação dos quais recordo com muitas alegrias e que ajudou a dizer SIM a Deus através da vida e missão sacerdotal. Os últimos 03 anos dos 14 de sacerdócio estão sendo dedicados à formação dos futuros padres da nossa diocese. Hoje com alegria posso dizer: Fazem 14 anos que ônibus passou e as dúvidas sumiram.  
Deus hoje CHAMA VOCÊ. Você tem dúvida? Confia, a Verdade e os planos de Deus para com você são maiores que as seduções do mundo.  
A messe é grande e precisa de operários”.

Venha ser padre, discípulo e missionário de Jesus Cristo na Diocese de Caçador. É bom demais viver a vocação sacerdotal, celebrar e alegrar-se com o Povo de Deus que chama

Deus abençoe os vocacionados (as) da Diocese de Caçador.

Pe. Moacir Caetano da Silva

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

Conheça os seminaristas da nossa diocese!

 A vocação é iniciativa de Deus. O primeiro passo é divino. Afirma o Papa Bento XVI, na mensagem para o 49º dia mundial de orações pelas Vocações, que "a vocação é dom do amor de Deus. A nós cabe a resposta sincera à Deus que nos ama e nos chama. Louvamos a Deus por todas as vocações, especialmente, pela vocação de cada seminarista da diocese de Caçador que ao entregar seu coração nas mãos de Deus confiam que é Ele mesmo quem os revestirá com sua Graça  durante todo o processo formativo.
A Diocese de Caçador conta, atualmente, com 15 seminaristas que retomam suas atividades nas três casas de formação. O processo formativo iniciou-se no dia 13 de fevereiro  deste ano.
Nos próximos posts você vai saber um pouco mais dos seminaristas da nossa diocese...


SEMINÁRIO MENOR E PROPEDÊUTICO
FILOSOFIA
TEOLOGIA


(textos: Ederson Iarrocheski)

Seminaristas - parte 3 - Teologia

Em Florianópolis, na casa de formação São José, residem três estudantes de teologia: Leandro Varela de Medeiros e Idlauson Pitt, ambos de Fraiburgo, paróquia Imaculada Conceição e Flávio Jascuf, de Três Barras, paróquia São João Batista. O formador é o padre Moacir da Silva Caetano. Segundo as DFPB os estudos teológicos "devem ser realizados de modo a alcançar o objetivo proposto pelo Concílio Vaticano II: "que os estudantes possam apuradamente haurir da revelação divina a doutrina católica" (Optatan Totius, n.16). Devem também levar o futuro presbítero a perceber claramente as conseqüências da revelação divina com relação à missão da Igreja e ao compromisso dos cristãos pela transformação da sociedade". (p. 168)
Da esq p/ dir: Leandro V. de Medeiros, Idlauson Pitt, Pe. Moacir Caetano e Flávio Jascuf.

Seminaristas - parte 2 - Filosofia

Na cidade de Brusque, no seminário Filosófico de santa Catarina (SEFISC), são oito seminaristas que constituem a comunidade São Francisco de Assis, da diocese de Caçador: Alexandre Boneti e Edilson Ferreira, ambos de Major Vieira - paróquia Divino Espírito Santo; Edimar Blaskowski, de Timbó Grande - paróquia São José; Edson De Bortoli eEleandro Hiining, ambos  de Fraiburgo - paróquia  Imaculada Conceição;Fabio Paulo Belli, de Caçador - paróquia Cristo Redentor; Hilton Wzorec,de Irineópolis - paróquia  Senhor Bom Jesus e Leonardo Augusto Oliveira Xavier, de Videira - paróquia Imaculada Conceição. No que se refere a formação filosófica as DFPB diz que "é um dos elementos constitutivos da formação presbiteral, quer para a adequada interpretação do ser humano e do mundo, da história e da sociedade, do pensamento humano e das correntes culturais e religiosas do nosso tempo, que como suporte para o diálogo com o mundo contemporâneo, quer para a descoberta da dimensão transcendente da existência". (p. 84)
da esq p/ dir em pé: Alexandre; Hilton, Leonardo e Edson. Aguachados: Eleandro, Fábio, Edimar e Edilson

Seminaristas - parte 1 - Menor e Propedêutico

Em Caçador, no seminário diocesano Cura d'Ars, iniciaram a caminhada quatro novos seminaristas, sendo eles: cursando o ensino médio: André Kelczeski Krailing e Teodósio Guilherme Hoffmann, ambos de Papanduva - paróquia São Sebastião, e para o propedêutico: Fábio Estácio dos Santos, de Major vieira - paróquia Divino Espírito Santo; Paulo Afonso Vaz de Caçador - paróquia Cristo Redentor. Os formadores diretos no seminário menor e propedêutico são os padres João Claúdio Casara, Pe. Lydio Milani e Pe. Antônio José Blaskowski. De acordo com as Diretrizes para a Formação dos Presbíteros no Brasil (CNBB, nº 93): "o seminário menor é uma comunidade voltada ao aprofundamento da vocação cristã e, especificamente, ao discernimento da vocação presbiteral e aos estudos preparatórios ao seminário maior".  (p. 64) Quanto ao propedêutico as diretrizes, citando o documento Pastores Dabo Vobis( n. 62), diz "esse período é tempo de preparação humana, cristã, intelectual e espiritual para os candidatos ao seminário maior".
Da esq p/ dir: Pe. Antônio José; André Kelczeski; Teodósio Hoffmann; Fábio dos Santos; Pe. Lydio Milani; Paulo Afonso Vaz e Pe. João Claúdio Casara.

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

Mensagem do papa para o 49º Dia Mundial de Oração pelas Vocações

O Vaticano publicou nesta segunda-feira, 13, a mensagem do papa Bento XVI para o Dia Mundial de Oração pelas Vocações, que será celebrado no dia 29 de abril deste ano. Com o tema "As vocações, dom do amor de Deus", o Santo Padre explica qual o sentido da vocação e como ela acontece na vida de cada pessoa.

"Neste terreno de um coração em oblação, na abertura ao amor de Deus e como fruto deste amor, nascem e crescem todas as vocações", escreveu o Pontífice.
Bento XVI também fez um convite para que cada cristão redescubra o amor de Deus e anuncie essa vivencia, principalmente para as novas gerações: "Por isso é preciso anunciar de novo, especialmente às novas gerações, a beleza persuasiva deste amor divino, que precede e acompanha: este amor é a mola secreta, a causa que não falha, mesmo nas circunstâncias mais difíceis", ressaltou.
Por fim, o papa pediu que as Pastorais Vocacionais incentivem a descoberta de vocações. Segundo ele: “É tarefa da pastoral vocacional oferecer os pontos de orientação para um percurso frutuoso”.
Bento XVI também enfatizou o papel da Igreja na construção de diferentes vocações e encorajou os agentes de pastorais para que conduzam cada fiel a mergulhar na beleza do chamado de Deus.
Leia a íntegra da mensagem do Papa Bento XVI para o 49º Dia Mundial de Oração pelas Vocações:

Amados irmãos e irmãs!
O XLIX Dia Mundial de Oração pelas Vocações, que será celebrado no IV domingo de Páscoa – 29 de Abril de 2012 –, convida-nos a refletir sobre o tema «As vocações, dom do amor de Deus».
A fonte de todo o dom perfeito é Deus, e Deus é Amor – Deus caritas est –; «quem permanece no amor permanece em Deus, e Deus nele» (1 Jo 4, 16). A Sagrada Escritura narra a história deste vínculo primordial de Deus com a humanidade, que antecede a própria criação. Ao escrever aos cristãos da cidade de Éfeso, São Paulo eleva um hino de gratidão e louvor ao Pai pela infinita benevolência com que predispõe, ao longo dos séculos, o cumprimento do seu desígnio universal de salvação, que é um desígnio de amor. No Filho Jesus, Ele «escolheu-nos – afirma o Apóstolo – antes da fundação do mundo, para sermos santos e irrepreensíveis em caridade na sua presença» (Ef 1, 4). Fomos amados por Deus, ainda «antes» de começarmos a existir! Movido exclusivamente pelo seu amor incondicional, «criou-nos do nada» (cf. 2 Mac 7, 28) para nos conduzir à plena comunhão consigo.
À vista da obra realizada por Deus na sua providência, o salmista exclama maravilhado: «Quando contemplo os céus, obra das vossas mãos, a Lua e as estrelas que Vós criastes, que é o homem para Vos lembrardes dele, o filho do homem para com ele Vos preocupardes?» (Sal 8, 4-5). Assim, a verdade profunda da nossa existência está contida neste mistério admirável: cada criatura, e particularmente cada pessoa humana, é fruto de um pensamento e de um ato de amor de Deus, amor imenso, fiel e eterno (cf. Jer 31, 3). É a descoberta deste fato que muda, verdadeira e profundamente, a nossa vida.
Numa conhecida página das Confissões, Santo Agostinho exprime, com grande intensidade, a sua descoberta de Deus, beleza suprema e supremo amor, um Deus que sempre estivera com ele e ao qual, finalmente, abria a mente e o coração para ser transformado: «Tarde Vos amei, ó beleza tão antiga e tão nova, tarde Vos amei! Vós estáveis dentro de mim, mas eu estava fora, e fora de mim Vos procurava; com o meu espírito deformado, precipitava-me sobre as coisas formosas que criastes. Estáveis comigo e eu não estava convosco. Retinha-me longe de Vós aquilo que não existiria, se não existisse em Vós. Chamastes-me, clamastes e rompestes a minha surdez. Brilhastes, resplandecestes e dissipastes a minha cegueira. Exalastes sobre mim o vosso perfume: aspirei-o profundamente, e agora suspiro por Vós. Saboreei-Vos e agora tenho fome e sede de Vós. Tocastes-me e agora desejo ardentemente a vossa paz» (Confissões, X, 27-38). O santo de Hipona procura, através destas imagens, descrever o mistério inefável do encontro com Deus, com o seu amor que transforma a existência inteira.
Trata-se de um amor sem reservas que nos precede, sustenta e chama ao longo do caminho da vida e que tem a sua raiz na gratuidade absoluta de Deus. O meu antecessor, o Beato João Paulo II, afirmava – referindo-se ao ministério sacerdotal – que cada «gesto ministerial, enquanto leva a amar e a servir a Igreja, impele a amadurecer cada vez mais no amor e no serviço a Jesus Cristo Cabeça, Pastor e Esposo da Igreja, um amor que se configura sempre como resposta ao amor prévio, livre e gratuito de Deus em Cristo» (Exort. ap. Pastores dabo vobis, 25). De fato, cada vocação específica nasce da iniciativa de Deus, é dom do amor de Deus! É Ele que realiza o «primeiro passo», e não o faz por uma particular bondade que teria vislumbrado em nós, mas em virtude da presença do seu próprio amor «derramado nos nossos corações pelo Espírito Santo» (Rm 5, 5).
Em todo o tempo, na origem do chamamento divino está a iniciativa do amor infinito de Deus, que se manifesta plenamente em Jesus Cristo. «Com efeito – como escrevi na minha primeira Encíclica, Deus caritas est – existe uma múltipla visibilidade de Deus. Na história de amor que a Bíblia nos narra, Ele vem ao nosso encontro, procura conquistar-nos – até à Última Ceia, até ao Coração trespassado na cruz, até às aparições do Ressuscitado e às grandes obras pelas quais Ele, através da ação dos Apóstolos, guiou o caminho da Igreja nascente. Também na sucessiva história da Igreja, o Senhor não esteve ausente: incessantemente vem ao nosso encontro, através de pessoas nas quais Ele Se revela; através da sua Palavra, nos Sacramentos, especialmente na Eucaristia» (n.º 17).
O amor de Deus permanece para sempre; é fiel a si mesmo, à «promessa que jurou manter por mil gerações» (Sal 105, 8). Por isso é preciso anunciar de novo, especialmente às novas gerações, a beleza persuasiva deste amor divino, que precede e acompanha: este amor é a mola secreta, a causa que não falha, mesmo nas circunstâncias mais difíceis.
Amados irmãos e irmãs, é a este amor que devemos abrir a nossa vida; cada dia, Jesus Cristo chama-nos à perfeição do amor do Pai (cf. Mt 5, 48). Na realidade, a medida alta da vida cristã consiste em amar «como» Deus; trata-se de um amor que, no dom total de si, se manifesta fiel e fecundo. À prioresa do mosteiro de Segóvia, que fizera saber a São João da Cruz a pena que sentia pela dramática situação de suspensão em que ele então se encontrava, este santo responde convidando-a a agir como Deus: «A única coisa que deve pensar é que tudo é predisposto por Deus; e onde não há amor, semeie amor e recolherá amor» (Epistolário, 26).
Neste terreno de um coração em oblação, na abertura ao amor de Deus e como fruto deste amor, nascem e crescem todas as vocações. E é bebendo nesta fonte durante a oração, através duma familiaridade assídua com a Palavra e os Sacramentos, nomeadamente a Eucaristia, que é possível viver o amor ao próximo, em cujo rosto se aprende a vislumbrar o de Cristo Senhor (cf. Mt 25, 31-46). Para exprimir a ligação indivisível entre estes «dois amores» – o amor a Deus e o amor ao próximo – que brotam da mesma fonte divina e para ela se orientam, o Papa São Gregório Magno usa o exemplo da plantinha: «No terreno do nosso coração, [Deus] plantou primeiro a raiz do amor a Ele e depois, como ramagem, desenvolveu-se o amor fraterno» (Moralia in Job, VII, 24, 28: PL 75, 780D).
Estas duas expressões do único amor divino devem ser vividas, com particular vigor e pureza de coração, por aqueles que decidiram empreender um caminho de discernimento vocacional em ordem ao ministério sacerdotal e à vida consagrada; aquelas constituem o seu elemento qualificante. De fato, o amor a Deus, do qual os presbíteros e os religiosos se tornam imagens visíveis – embora sempre imperfeitas –, é a causa da resposta à vocação de especial consagração ao Senhor através da ordenação presbiteral ou da profissão dos conselhos evangélicos. O vigor da resposta de São Pedro ao divino Mestre – «Tu sabes que Te amo» (Jo 21, 15) – é o segredo duma existência doada e vivida em plenitude e, por isso, repleta de profunda alegria.
A outra expressão concreta do amor – o amor ao próximo, sobretudo às pessoas mais necessitadas e atribuladas – é o impulso decisivo que faz do sacerdote e da pessoa consagrada um gerador de comunhão entre as pessoas e um semeador de esperança. A relação dos consagrados, especialmente do sacerdote, com a comunidade cristã é vital e torna-se parte fundamental também do seu horizonte afetivo. A este propósito, o Santo Cura d’Ars gostava de repetir: «O padre não é padre para si mesmo; é-o para vós» [Le curé d’Ars. Sa pensée – Son cœur ( ed. Foi Vivante - 1966), p. 100].
Venerados Irmãos no episcopado, amados presbíteros, diáconos, consagrados e consagradas, catequistas, agentes pastorais e todos vós que estais empenhados no campo da educação das novas gerações, exorto-vos, com viva solicitude, a uma escuta atenta de quantos, no âmbito das comunidades paroquiais, associações e movimentos, sentem manifestar-se os sinais duma vocação para o sacerdócio ou para uma especial consagração.É importante que se criem, na Igreja, as condições favoráveis para poderem desabrochar muitos «sins», respostas generosas ao amoroso chamamento de Deus.
É tarefa da pastoral vocacional oferecer os pontos de orientação para um percurso frutuoso. Elemento central há de ser o amor à Palavra de Deus, cultivando uma familiaridade crescente com a Sagrada Escritura e uma oração pessoal e comunitária devota e constante, para ser capaz de escutar o chamamento divino no meio de tantas vozes que inundam a vida diária. Mas o «centro vital» de todo o caminho vocacional seja, sobretudo, a Eucaristia: é aqui no sacrifício de Cristo, expressão perfeita de amor, que o amor de Deus nos toca; e é aqui que aprendemos incessantemente a viver a «medida alta» do amor de Deus. Palavra, oração e Eucaristia constituem o tesouro precioso para se compreender a beleza duma vida totalmente gasta pelo Reino.
Desejo que as Igrejas locais, nas suas várias componentes, se tornem «lugar» de vigilante discernimento e de verificação vocacional profunda, oferecendo aos jovens e às jovens um acompanhamento espiritual sábio e vigoroso. Deste modo, a própria comunidade cristã torna-se manifestação do amor de Deus, que guarda em si mesma cada vocação. Tal dinâmica, que corresponde às exigências do mandamento novo de Jesus, pode encontrar uma expressiva e singular realização nas famílias cristãs, cujo amor é expressão do amor de Cristo, que Se entregou a Si mesmo pela sua Igreja (cf. Ef 5, 25).
Nas famílias, «comunidades de vida e de amor» (Gaudium et spes, 48), as novas gerações podem fazer uma experiência maravilhosa do amor de oblação. De fato, as famílias são não apenas o lugar privilegiado da formação humana e cristã, mas podem constituir também «o primeiro e o melhor seminário da vocação à vida consagrada pelo Reino de Deus» (Exort. ap. Familiaris consortio, 53), fazendo descobrir, mesmo no âmbito da família, a beleza e a importância do sacerdócio e da vida consagrada. Que os Pastores e todos os fiéis leigos colaborem entre si para que, na Igreja, se multipliquem estas «casas e escolas de comunhão» a exemplo da Sagrada Família de Nazaré, reflexo harmonioso na terra da vida da Santíssima Trindade.
Com estes votos, concedo de todo o coração a Bênção Apostólica a vós, veneráveis Irmãos no episcopado, aos sacerdotes, aos diáconos, aos religiosos, às religiosas e a todos os fiéis leigos, especialmente aos jovens e às jovens que, de coração dócil, se põem à escuta da voz de Deus, prontos a acolhê-la com uma adesão generosa e fiel.
Vaticano, 18 de Outubro de 2011
Papa Bento XVI

terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

50 anos de vida consagrada

“Em Cristo para o louvor de sua Glória"

A comunidade São José, na localidade de Poço Preto, município de Irineópolis, está vivendo, com alegria e fé, os 50 anos de vida consagrada da Ir. Eliza Schafaschek. Dos dias 8 à 10/02 toda a comunidade celebra um tríduo vocacional, que tem por inspiração: “em Cristo para o louvor de sua Glória”.
Ir. Eliza é religiosa da congregação das Irmãs Catequistas Franciscanas. Nos anos de 1980, 81 e 82, Ir. Eliza colaborou na diocese de Caçador junto à coordenação da catequese. a partir deste ano a Irmã residirá e atuará pastoralmente na cidade de General Carneiro.
Ao falar sobre sua vocação, Irmã Eliza diz: “a vocação é como o buscar por uma pérola, não é fácil o processo de busca, mas quando encontrada, a pessoa torna-se feliz e realizado por inteiro. Hoje sou uma mulher feliz porque disse sim ao chamado de Deus”. E ainda afirma que “toda vocação se afirma nos sofrimentos enfrentados e nas alegrias partilhadas e, também, na oração diária que é o alimento de todos os vocacionados”.
A pastoral vocacional da diocese de Caçador louva e bendiz a Deus por tão bela vocação. Que Deus ilumine a vida e o “Sim” da Ir. Eliza. Que seja ela um verdadeiro testemunho da beleza que é responder ao chamado de Deus e doar toda uma vida em vista da causa de Jesus Cristo: o Reino de Deus. 
(Ederson Iarochevski)

Ordenação diaconal


Completamente lotada, a Catedral São Francisco de Assis foi palco, na noite do dia 20 de janeiro, da Celebração Eucarística na qual foi ordenado diácono o seminarista Marlon Malacoski, pela imposição das mãos de Dom Frei Severeino Clasen – OFM, bispo diocesano de Caçador. Em sua homilia, Dom Severino expressou alegria em acolher mais um jovem ao ministério na Igreja, destacando que o mesmo só tem sentido quando se parte do altar para ir ao encontro do povo. Em uma bela celebração, Marlon recebeu de seus pais, irmã e avó, os paramentos litúrgicos para a celebração. De Dom Severino recebeu o Evangelho para o anúncio da Palavra e, do clero diocesano, um caloroso abraço que simboliza acolhimento e comunhão à vida ministerial. O diácono Marlon é natural de Major Vieira (SC) e exercerá seu ministério, na Paróquia Cristo Redentor, na cidade de Caçador (SC).

(Fonte: Jornal Fonte)