terça-feira, 13 de agosto de 2013

A vocação de ser PAI !

“Para mim, ser Pai, primeiramente é uma graça recebida, agradeço a DEUS todos os dias por ser Pai do Yago e da Letícia. Ser Pai para mim é emocionante, porque vivo para meus filhos, brigo com eles, mas brigo muito mais por eles. Ás vezes a razão perde espaço, e a emoção vem à flor da pele. Espelho, é isso que sou para meus filhos, por isso travo uma batalha diária contra minhas limitações, pois, meus filhos precisam de mim, e eu o que seria sem vocês."

Yago e Letícia. “Meus filhos, minha vida”.


Emerson Ernani Ramos
Santa Cecília/ SC.

sexta-feira, 9 de agosto de 2013

Vocação: Dom do Amor de Deus !

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Ser ''Pai", uma vocação de amor!!!!

“É importante refletir sobre a figura do pai na Semana da Família. Não basta celebrar o “Dia dos Pais” se não pensamos na revitalização de seu compromisso paterno hoje. É hora de olhar para a figura de José, o pai de Jesus e sua ação na Família de Nazaré. Nele encontramos todas as qualidades essenciais para ser um bom pai.
A Palavra de Deus fala de estar com os “rins cingidos e as lâmpadas acesas” (Lc. 12, 35). Também do dono de uma casa que está sempre preparado para uma possível chegada de ladrões. Assim deve ser quem vai ser ou é pai, alguém que teve o cuidado de se preparar, buscando o caminho para uma boa formação no campo da missão paterna. Podemos dizer que ser pai é como encontrar uma pérola, uma condição de grandeza e de ser participante da missão criadora de Deus. Mas também é importante ter atitudes de carinho, influenciando grandemente na formação de caráter dos filhos. Gerar sem educar para a vida humana pode ser apenas um ato animalesco.
É falta de compromisso um pai abandonar mãe e filhos, deixando de contribuir com seu amor e bom exemplo. O bom pai é aquele que gera, cria, educa, ama, ensina e está sempre presente na vida do filho. Sabemos que isto não é fácil nos dias de hoje. A sociedade tem valorizado pouco a família, deixando os pais desarmados para a ação que é de responsabilidade deles. Recuperando a identidade da família e a missão dos pais, principalmente do pai, teremos um mundo melhor. Para isto é necessário equilíbrio entre o ser pai e o ser filho.  Que Deus  abençoe todos  os pais, e todas as  famílias!!!!

quinta-feira, 8 de agosto de 2013

Não tenha medo de dizer ''Sim'' !!!!!!

“Muito além de um projeto pessoal, a Vida Consagrada e Religiosa é, antes, uma iniciativa de Deus, a qual é complementada pelo “sim” de cada homem e mulher escolhidos. Pessoas que deixam suas vidas profissionais e familiares, seu futuro no mundo, em vista da renúncia de si mesmas, na vivência de votos evangélicos, em exclusivo seguimento de Cristo, a serviço da Igreja na evangelização, intercessão e promoção da dignidade humana; a estes a Igreja chama de consagrados”.

quarta-feira, 7 de agosto de 2013

Espaço Vocação à serviço de Deus e da Igreja

‘’ A vocação é um chamado de Deus para com todos, mas são poucos que decidem seguir o caminho de Jesus e se tornar um religioso ou religiosa, este convite de Deus é dirigido a todos de formas diferentes, mas é de modo particular que o aceitamos. Mesmo com as diversas opções de seguimento religioso, a vida à serviço de Deus e da Igreja está sendo vítima do consumismo e do individualismo. O problema maior que existe nisso é aqueles que preferem ficar nesta vida sem fé e sem entusiasmo para mudar, pois a fé é a grande força para gerar novas vocações". 

Joni Ronaldo Cavalheiro
(Seminarista do Propedêutico)




“ A vocação, o chamado de Deus ao olhar da fé em Cristo. Responder o chamado a vocação é ser um doador, doando a própria vida à missão de evangelizar, tornando-se exemplo para o próximo: na caridade, na fé, no amor, na humildade, para juntos construirmos com dignidade uma sociedade consciente e humanizada."

Osmar Schneider
(Seminarista do Propedêutico)




“Todos nós temos uma vocação, mais existem pessoas que fazem de sua vida uma profissão. Existe uma grande diferença entre vocação e profissão, por exemplo, a vocação de uma mãe não pode ser comparada a uma profissão, pois ela se dedica por completo ao seu filho. Assim a vocação de nós seminaristas, diáconos, padre e bispos também deve ser por completo, se doar por inteiro ao serviço de Deus e da Igreja. Neste caso nota-se visivelmente a diferença a diferença entre vocação e profissão, porque uma profissão você pode trocar a qualquer momento, mas a vocação é algo duradouro e permanece eternamente em nossa vida”.

Tiago Rucinski
(Seminarista do Propedêutico )



segunda-feira, 5 de agosto de 2013

Refletindo, meditando sobre nossa Vocação!!!!



Este quadro é chamado a Vocação de São Mateus. É uma pintura realizada pelo o pintor barroco italiano Caravaggio. Mostra o momento em que Cristo escolhe a Matheus. É uma cena que nos convida a meditar e pensar que os vocacionados são chamados pessoalmente por Cristo.

domingo, 4 de agosto de 2013

Espaço Vocação a serviço de Deus e da Igreja

“Vocação, palavra de origem latina, que significa chamado, convite. O Papa João Paulo II disse que, "todos os membros da Igreja são responsáveis pelo cuidado das vocações e que a protagonista do movimento vocacional é a Comunidade Paroquial” (Pastores Dabo Vobis Nº 41). Disse também, que "a dimensão vocacional não é a dimensão de uma pastoral entre outras, mas uma dimensão essencial para a vida da Igreja e da sua ação evangelizadora". Fomos criados para cumprir uma missão em nossa vida: para fazer frutificar os carismas que o Senhor dos deu com a vocação. É a tarefa que cada um tem a cumprir nesta vida e que deve ser executada com primor, por amor a Deus e a sua Igreja. A vocação não é privilégio do clero dos religiosos e das religiosas. O Senhor deu uma vocação também aos leigos e leigas. O que importa é que, cada pessoa venha a dar uma resposta, a esse dom, que seja um verdadeiro agradecimento. Como a Boa Nova não se anuncia com belas palavras e definições, mas com amor e testemunho evangélico, Jesus quis fundar a sua Igreja com 12 Apóstolos que escolheu e chamou para serem “pescadores de homens”“. E para que não ficassem com medo de tanta responsabilidade, garantiu-lhes: “estarei convosco até o fim do mundo”. Primeiro os instruiu, deu-lhes recomendações e tarefas. Dos ensinamentos que Ele deu aos Apóstolos concluímos que Ele quer que os nossos Seminários:
* Formem Pastores que sejam discípulos de Jesus;
* Formem Pastores missionários da Boa Nova;
* Formem Pastores que sejam servidores do povo;
* Formem Pastores cheios de misericórdia;
* Formem Pastores que amem os pobres. “




Pe. Lydio Milani

(64 anos de sacerdócio)

sábado, 3 de agosto de 2013

Espaço Vocação à serviço de Deus e da Igreja

“A vocação é um chamado divino que exige uma resposta humana. É  a perfeição de Deus que conta com a imperfeição humana. Parece estranho, mas não é. Deus quer contar conosco, deposita sua confiança em nós, valendo-se que para Deus cada pessoa é a sua obra prima, quando repondemos, consciente e livremente, o convite de nosso Senhor, podemos dizer que somos uma mão estendida de Deus no mundo. Responder ao chamado de Deus é se comprometer com as coisas de Deus. É  viver na dinâmica do ressuscitado. Sou muito feliz por dar o meu SIM  à Deus. A cada dia sinto mais amor pelo Reino de Deus, pela proposta de vida que Jesus nos apresentou e nos chama a viver e levar aos irmãos e irmãs. Como é bom servir ao Deus da vida, Deus da alegria, do amor e da justiça. Ser de Deus é ser mais gente, ser mais digno, ser mais feliz. É  abraçar a vida de forma diferenciada, é dar significado a tudo que existe, é olhar para tudo e todos como se fosse o próprio Deus olhando. É  os desafios? exitem sim, e são muitos, mas Deus em seu infinito amor, pela assistência do seu Espírito, nós garante os dons necessários para superarmos quaisquer dificuldades, porque se Deus nos chama para servir, ele nos amparará com todos os meios necessários para vivermos com dignidade a vocação assumida.Obrigado meu Deus pelo dom da Vida, obrigado meu Senhor por me fazer Sacerdotes das divinas causas.”





Pe. Ederson Iarochevski

(Ordenação Presbiteral:  20/04/2013)

quinta-feira, 1 de agosto de 2013

1ª Semana de Agosto, o mês que refletimos mais intensamente sobre as vocações!!!!

Vocação, em sentido mais preciso, é um chamamento, uma convocação vinda direta-mente sobre mim, endereçada à minha pessoa, a partir da pessoa de Jesus Cristo, convocando-me a uma ligação toda própria e única com Ele, a segui-lo, (cf. Mc 2,14). Vocação, portanto, significa que anterior a nós há um chamado, uma escolha pessoal que vem de Jesus Cristo, a quem seguimos com total empenho, como afirma São Paulo na Carta aos Romanos: "Eu, Paulo, servo de Jesus Cristo, apóstolo por vocação, escolhido para o Evangelho de Deus." (Rom 1, 1)

Espaço Vocação à serviço de Deus e da Igreja

"Agosto chegou! Neste mês, a Igreja intensifica suas orações pelas vocações. Celebramos com alegria esse Mês Vocacional, motivados pelo ânimo da Jornada Mundial da Juventude e pelo carisma envolvente do Papa Francisco.Vivendo esse momento contagiante em nossa caminhada de Igreja, somos convidados a vivermos com dinamismo e empenho a vocação a nós confiada. Temos a oportunidade de solidificarmos nossa fé e fortalecer nosso compromisso de discípulos-missionários engajados na construção de um mundo mais fraterno e solidário. Abraçar a vocação semeada por Deus em nosso coração é alimentar a certeza de que Deus nos ama e conta conosco neste projeto de evangelização. Não tenhamos medo de ousar, de arriscar, de se deixar desafiar em vista de anunciar o Evangelho através do nosso exemplo e testemunho vocacional." 




Pe. Marlon Malacoski
 (Coordenador Diocesano da Pastoral Vocacional) 


Iniciaremos este mês de agosto, mês Vocacional , com Santa Missa na Catedral São Francisco de Assis nesta quinta feira as 18 e 30 horas celebrada por Dom Severino Classen.


quarta-feira, 24 de abril de 2013

Encontro na Paróquia São Pedro e São Paulo

No domingo, dia 14 de abril de 2013, às 14h realizou-se na paróquia São Pedro e São Paulo (Porto União), a visita dos liberados da Catequese – Ir. Regiane, Pastorais da Juventude – Carlos e Pastoral Vocacional – Pe. Marlon, estando presentes catequistas membros das coordenações paroquiais de catequese e representantes do SAV, das Paróquias S. Pedro e S. Paulo e Nossa Senhora das Vitórias.






O encontro teve como objetivo: conhecer a realidade das paróquias no que se refere à catequese, pastoral vocacional e juventude; ser partilha de experiências e reflexão sobre os desafios que vivemos hoje, pelos quais somos questionados quanto aos nossos valores, que passa pela vivência autêntica de nosso batismo e o testemunho de verdadeiros cristãos católicos. Precisamos ler os sinais dos tempos e perceber que é necessário, uma catequese que leve ao encontro com Deus e com o projeto que Jesus.

Precisamos nos colocar em um processo de Iniciação a Vida Cristã, que seja capaz de nos colocar como discípulos missionários e que a nossa vivência da fé seja real e que sejamos testemunhas vivas do Cristo Ressuscitado em nossas comunidades.





Agradecemos a acolhida e a colaboração de todos os catequistas e agentes de pastorais de nossa Diocese, que Deus recompense a todos pelo testemunho e trabalho missionário que exerce em suas paróquias e na Diocese de Caçador.

Ir. Regiane, Carlos e Pe. Marlon.








quinta-feira, 18 de abril de 2013

Mensagem do Papa Emérito Bento XVI para a 50º Dia Mundial de Oração pelas Vocações

Amados irmãos e irmãs!

No quinquagésimo Dia Mundial de Oração pelas Vocações que será celebrado no IV Domingo de Páscoa, 21 de Abril de 2013, desejo convidar-vos a refletir sobre o tema «As vocações sinal da esperança fundada na fé», que bem se integra no contexto do Ano da Fé e no cinquentenário da abertura do Concílio Ecumênico Vaticano II. Decorria o período da Assembleia conciliar quando o Servo de Deus Paulo VI instituiu este Dia de unânime invocação a Deus Pai para que continue a enviar operários para a sua Igreja (cf. Mt 9,38). «O problema do número suficiente de sacerdotes – sublinhava então o Sumo Pontífice – interpela todos os fiéis, não só porque disso depende o futuro da sociedade cristã, mas também porque este problema é o indicador concreto e inexorável da vitalidade de fé e amor de cada comunidade paroquial e diocesana, e o testemunho da saúde moral das famílias cristãs. Onde desabrocham numerosas as vocações para o estado eclesiástico e religioso, vive-se generosamente segundo o Evangelho» (Paulo VI, Radiomensagem, 11 de Abril de 1964).




Nestas cinco décadas, as várias comunidades eclesiais dispersas pelo mundo inteiro têm-se espiritualmente unido todos os anos, no IV Domingo de Páscoa, para implorar de Deus o dom de santas vocações e propor de novo à reflexão de todos a urgência da resposta à chamada divina. Na realidade, este significativo encontro anual tem favorecido fortemente o empenho por se consolidar sempre mais, no centro da espiritualidade, da ação pastoral e da oração dos fiéis, a importância das vocações para o sacerdócio e a vida consagrada.




A esperança é expectativa de algo de positivo para o futuro, mas que deve ao mesmo tempo sustentar o nosso presente, marcado frequentemente por dissabores e insucessos. Onde está fundada a nossa esperança? Olhando a história do povo de Israel narrada no Antigo Testamento, vemos aparecer constantemente, mesmo nos momentos de maior dificuldade como o exílio, um elemento que os profetas de modo particular não cessam de recordar: a memória das promessas feitas por Deus aos Patriarcas; memória essa que requer a imitação do comportamento exemplar de Abraão, o qual – como sublinha o Apóstolo Paulo – «foi com uma esperança, para além do que se podia esperar, que ele acreditou e assim se tornou pai de muitos povos, conforme o que tinha sido dito: Assim será a tua descendência» (Rm 4,18). Então, uma verdade consoladora e instrutiva que emerge de toda a história da salvação é a fidelidade de Deus à aliança, com a qual Se comprometeu e que renovou sempre que o homem a rompeu pela infidelidade, pelo pecado, desde o tempo do dilúvio (cf. Gn 8,21-22) até ao êxodo e ao caminho no deserto (cf. Dt 9,7); fidelidade de Deus que foi até ao ponto de selar a nova e eterna aliança com o homem por meio do sangue de seu Filho, morto e ressuscitado para a nossa salvação.




Em todos os momentos, sobretudo nos mais difíceis, é sempre a fidelidade do Senhor – verdadeira força motriz da história da salvação – que faz vibrar os corações dos homens e mulheres e os confirma na esperança de chegar um dia à «Terra Prometida». O fundamento seguro de toda a esperança está aqui: Deus nunca nos deixa sozinhos e permanece fiel à palavra dada. Por este motivo, em toda a situação, seja ela feliz ou desfavorável, podemos manter uma esperança firme, rezando com o salmista: «Só em Deus descansa a minha alma, d’Ele vem a minha esperança» (Sl 62/61,6). Portanto ter esperança equivale a confiar no Deus fiel, que mantém as promessas da aliança. Por isso, a fé e a esperança estão intimamente unidas. A esperança «é, de fato, uma palavra central da fé bíblica, a ponto de, em várias passagens, ser possível intercambiar os termos “fé” e “esperança”. Assim, a Carta aos Hebreus liga estreitamente a “plenitude da fé” (10,22) com a “imutável profissão da esperança” (10,23). De igual modo, quando a Primeira Carta de Pedro exorta os cristãos a estarem sempre prontos a responder a propósito do logos – o sentido e a razão – da sua esperança (3,15), “esperança” equivale a “fé”» (Enc. Spe salvi, 2).



Amados irmãos e irmãs, em que consiste a fidelidade de Deus à qual podemos confiar-nos com firme esperança? Consiste no seu amor. Ele, que é Pai, derrama o seu amor no mais íntimo de nós mesmos, através do Espírito Santo (cf. Rm 5,5). E é precisamente este amor, manifestado plenamente em Jesus Cristo, que interpela a nossa existência, pedindo a cada qual uma resposta a propósito do que quer fazer da sua vida e quanto está disposto a apostar para a realizar plenamente. Por vezes o amor de Deus segue percursos surpreendentes, mas sempre alcança a quantos se deixam encontrar. Assim a esperança nutre-se desta certeza: «Nós conhecemos o amor que Deus nos tem, pois cremos nele» (1 Jo 4,16). E este amor exigente e profundo, que vai além da superficialidade, infunde-nos coragem, dá-nos esperança no caminho da vida e no futuro, faz-nos ter confiança em nós mesmos, na história e nos outros. Apraz-me repetir, de modo particular a vós jovens, estas palavras: «Que seria da vossa vida, sem este amor? Deus cuida do homem desde a criação até ao fim dos tempos, quando completar o seu desígnio de salvação. No Senhor ressuscitado, temos a certeza da nossa esperança» (Discurso aos jovens da diocese de São Marino-Montefeltro, 19 de Junho de 2011).




Também hoje, como aconteceu durante a sua vida terrena, Jesus, o Ressuscitado, passa pelas estradas da nossa vida e vê-nos imersos nas nossas atividades, com os nossos desejos e necessidades. É precisamente no nosso dia-a-dia que Ele continua a dirigir-nos a sua palavra; chama-nos a realizar a nossa vida com Ele, o único capaz de saciar a nossa sede de esperança. Vivente na comunidade de discípulos que é a Igreja, Ele chama também hoje a segui-Lo. E este apelo pode chegar em qualquer momento. Jesus repete também hoje: «Vem e segue-Me!» (Mc 10,21). Para acolher este convite, é preciso deixar de escolher por si mesmo o próprio caminho. Segui-Lo significa entranhar a própria vontade na vontade de Jesus, dar-Lhe verdadeiramente a precedência, antepô-Lo a tudo o que faz parte da nossa vida: família, trabalho, interesses pessoais, nós mesmos. Significa entregar-Lhe a própria vida, viver com Ele em profunda intimidade, por Ele entrar em comunhão com o Pai no Espírito Santo e, consequentemente, com os irmãos e irmãs. Esta comunhão de vida com Jesus é o «lugar» privilegiado onde se pode experimentar a esperança e onde a vida será livre e plena.



As vocações sacerdotais e religiosas nascem da experiência do encontro pessoal com Cristo, do diálogo sincero e familiar com Ele, para entrar na sua vontade. Por isso, é necessário crescer na experiência de fé, entendida como profunda relação com Jesus, como escuta interior da sua voz que ressoa dentro de nós. Este itinerário, que torna uma pessoa capaz de acolher a chamada de Deus, é possível no âmbito de comunidades cristãs que vivem uma intensa atmosfera de fé, um generoso testemunho de adesão ao Evangelho, uma paixão missionária que induza a pessoa à doação total de si mesma pelo Reino de Deus, alimentada pela recepção dos sacramentos, especialmente a Eucaristia, e por uma fervorosa vida de oração. Esta «deve, por um lado, ser muito pessoal, um confronto do meu eu com Deus, com o Deus vivo; mas, por outro, deve ser incessantemente guiada e iluminada pelas grandes orações da Igreja e dos santos, pela oração litúrgica, na qual o Senhor nos ensina continuamente a rezar de modo justo» (Enc. Spe salvi, 34).




A oração constante e profunda faz crescer a fé da comunidade cristã, na certeza sempre renovada de que Deus nunca abandona o seu povo e que o sustenta suscitando vocações especiais, para o sacerdócio e para a vida consagrada, que sejam sinais de esperança para o mundo. Na realidade, os presbíteros e os religiosos são chamados a entregar-se de forma incondicional ao Povo de Deus, num serviço de amor ao Evangelho e à Igreja, num serviço àquela esperança firme que só a abertura ao horizonte de Deus pode gerar.






Assim eles, com o testemunho da sua fé e com o seu fervor apostólico, podem transmitir, em particular às novas gerações, o ardente desejo de responder generosa e prontamente a Cristo, que chama a segui-Lo mais de perto. Quando um discípulo de Jesus acolhe a chamada divina para se dedicar ao ministério sacerdotal ou à vida consagrada, manifesta-se um dos frutos mais maduros da comunidade cristã, que ajuda a olhar com particular confiança e esperança para o futuro da Igreja e o seu empenho de evangelização. Na verdade, sempre terá necessidade de novos trabalhadores para a pregação do Evangelho, a celebração da Eucaristia, o sacramento da Reconciliação.





Por isso, oxalá não faltem sacerdotes zelosos que saibam estar ao lado dos jovens como «companheiros de viagem», para os ajudarem, no caminho por vezes tortuoso e obscuro da vida, a reconhecer Cristo, Caminho, Verdade e Vida (cf. Jo 14,6); para lhes proporem com coragem evangélica a beleza do serviço a Deus, à comunidade cristã, aos irmãos. Não faltem sacerdotes que mostrem a fecundidade de um compromisso entusiasmante, que confere um sentido de plenitude à própria existência, porque fundado sobre a fé n’Aquele que nos amou primeiro (cf. 1 Jo 4,19).




Do mesmo modo, desejo que os jovens, no meio de tantas propostas superficiais e efêmeras, saibam cultivar a atração pelos valores, as metas altas, as opções radicais por um serviço aos outros seguindo os passos de Jesus. Amados jovens, não tenhais medo de O seguir e de percorrer os caminhos exigentes e corajosos da caridade e do compromisso generoso. Sereis felizes por servir, sereis testemunhas daquela alegria que o mundo não pode dar, sereis chamas vivas de um amor infinito e eterno, aprendereis a «dar a razão da vossa esperança» (1 Ped 3,15).